quinta-feira, 28 de março de 2013

DESESTRUTURA FAMILIAR.

Maria não poderia imaginar que ao dizer uma simples frase, desencadearia uma briga familiar.

Albertina se revoltou e se exaltou quando ouviu a frase pronunciada :

-você está cobrando isso de seu filho? berrou.

- Não, claro que não, respondeu Maria, mas, se ele quer ser um bom profissional, e fazer a diferença, deverá estudar em uma universidade de primeira linha.

- Então você está forçando seu filho a fazer alguma coisa na vida, respondeu exaltada.

- Não, apenas meu filho tem que ter consciência de que se não quer fazer uma boa faculdade eu não preciso investir em colégio particular, aulas especiais, etc. Estou deixando de fazer coisas para mim, para investir no estudo dele porque acho que isso é importante para o futuro dele, porque quero que ele tenha um bom futuro, e faço isso com maior prazer.

- Isso é uma cobrança, eu cresci com cobranças isso é horrível. Disse Albertina, já bufando de raiva.

Nesse momento, José Bonifácio, não aguentou mais manter o silêncio e começou a berrar extremamente ofendido com sua filha:

- Você não está satisfeita com nada, se não quer estudar nessa universidade de primeira linha que está, saia, vai estudar naquela particular vagabunda ali da esquina. Falou.

- Não é isso. Estou falando que você sempre cobraram de mim, e eu só quero que a Maria não faça o mesmo com seus filhos, pois isso é horrível, retrucou alterada, Albertina.

José Bonifácio levantou da mesa onde transcorria um almoço, até então tranquilo, gesticulava e gritava para a filha:

- Você não tem respeito com ninguém, você não tem educação. Cada um cria o filho como quer. Você sempre teve tudo, sempre estudou nos melhores colégios, tem carro, tem apartamento, tudo sustentado por mim e não dá valor. Não tem filhos, não sabe com criar.

- Por isso eu nunca vou ter filhos. Eu só quero que os filhos dela não passe pelo mesmo sofrimento que eu. Que não precisem fazer terapia, por seis anos,  para tentar resolver os traumas que vocês me causaram. Gritou Albertina.

A mãe até então, quieta, tentando fazer que pai e filha parassem de brigar na frente da visita, falou:

- O seu problema é que você acha que você tá sempre certa, você nunca ouve ninguém. Você sempre quer ter razão.

- É meu pai que não respeita ninguém, que nunca me respeitou, que sempre me ofendeu e sempre me agrediu. Gritou a filha.

Então, Maria que até então estava sem manifestação, falou calmamente:

- Você só não pode esquecer de uma coisa: Estando ele certo ou errado, ele é seu pai, e você tem que respeitá-lo.

- Eu respeito pessoas, não importa se é meu pai. Berrou Albertina.

Nesse momento Maria teve plena certeza de que, em uma família desestruturada, uma simples frase pode virar uma guerra : “Aí filho, ela estuda na melhor universidade do Brasil, você também vai estudar lá”.

 

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